Trolls e haters: como lidar?

18/08/2015 Relacionamento // disqus, haters, tools, trolls, websfera

Saber receber críticas é importante, tanto por educação e respeito com quem gastou tempo escrevendo uma crítica educada quanto pela oportunidade que temos de corrigir falhas que nos apontam. Haters e trolls, no entanto, são outra conversa. Como lidar com essas pessoas tão desagradáveis?

Trolls e haters: azedos como limões.

Imagem: Ryan McGuire, em domínio público.

Trolls e haters: quem são eles?

Sabe aquelas pessoas que só reclamam, ofendem, agridem, muitas vezes baixam o nível xingando o autor do conteúdo de tudo quanto é nome? Eles não fazem críticas com educação, não apresentam argumentos para discordar de você, apenas xingam e dizem que todo seu trabalho é uma porcaria (ou coisa pior). O objetivo deles é apenas causar polêmica, criar confusão e desestabilizar emocionalmente os outros. Eles querem ver você perder a paciência e, assim, perder também a razão ao começar a agredi-los.

Trolls e haters estão por toda parte: fóruns online, redes sociais, blogs, portais e também fora do ambiente digital – salas de aula e reuniões de condomínio são um prato cheio para eles. Você já deve tê-los visto por aí, muito provavelmente já foi alvo de algum deles. Se ainda não foi, mas é blogueiro ou pretende ser, em algum momento alguma dessas criaturas vai aparecer na sua caixa de comentários.

 

Por que eles são assim?

Acompanhando blogs e redes sociais há muito tempo, já encontrei muitos trolls e haters pelo caminho. Na tentativa de tentar entender a motivação oculta para esse tipo de comportamento, costumam dizer que não passam de pessoas carentes desesperadas por atenção. Teoricamente há diferença entre haters e trolls, como você pode conferir nas definições da Wikipédia para trolls e haters – de minha parte, coloco ambos no mesmo pacote de pessoas desagradáveis e que não acrescentam em nada.

Uma teoria bem aceita para explicar o comportamento dos haters é a Teoria da Dissonância Cognitiva, do psicólogo norte-americano Leon Festinger, como afirma Renan Hamann em artigo publicado no TecMundo. Essa teoria explica, resumidamente, o comportamento que temos quando queremos algo que não podemos ter e, para aliviar a frustração, buscamos argumentos que desabonem o que queremos (exemplo: “esse carro consome muito combustível, não seria mesmo uma boa compra”). Para entender melhor a Teoria da Dissonância Cognitiva, recomendo a leitura do interessantíssimo artigo de Rodolfo Araújo, Experimentos em Psicologia – Festinger e a dissonância cognitiva, no blog Não posso evitar… minhas opiniões são mais fortes que meu juízo.

Mas o fato é que, independente de quais sejam os motivos para que trolls e haters sejam como são, não está ao nosso alcance mudá-los. Podemos tentar compreendê-los e aprender a lidar com eles, mas melhorá-los é tarefa exclusivamente pessoal e intransferível deles próprios. Não somos analistas dessas pessoas, a nós cabe apenas lidar com eles da melhor maneira possível para evitar que nos incomodem e nos desestabilizem.

 

Trolls e haters: como lidar?

Ao me deparar com um comentário agressivo sempre procuro, em primeiro lugar, lembrar-me de que todo mundo tem seus dias ruins e esse pode ser o caso de quem deixou o comentário agressivo. Então, se o grau de agressividade não for extremo, procuro responder educadamente. Mas se o comentário vem de alguém que já vi sendo agressivo em outros momentos, seja com quem for, adoto o mantra que todo blogueiro veterano já conhece: não alimente os trolls. O mesmo vale para os haters.

É o que recomendo a você: ignore, não responda. Não adianta tentar dialogar com essas pessoas, elas só querem criar confusão e desestabilizar você emocionalmente, não querem um debate saudável. Não adianta gastar tempo e energia tentando conversar, elas não vão sequer reconhecer que foram grosseiras, muito menos se desculpar e partir para a crítica educada.

No caso do seu blog, você pode considerar manter seus comentários moderados, ou seja, você precisa ler e aprovar para que eles apareçam nos seus artigos. Essa é a estratégia que costumo adotar, uso o Disqus e ele permite que, após aprovar o primeiro comentário de uma pessoa, configurar para que todos os próximos comentários dela sejam aprovados automaticamente. Isso poupa bastante tempo na moderação e agrada seus comentaristas fiéis, sem no entanto arriscar que seus leitores se deparem com uma caixa de comentários com a presença de haters e trolls. Já em redes sociais como Facebook e Twitter não é possível moderar comentários, mas se ignorar não resolver, sempre é possível bloquear o indivíduo para que ele não possa mais agredir você.

Eu sei, é difícil manter a calma quando aparecem pessoas fazendo pouco caso do seu trabalho, agredindo, xingando. Mas perder o controle e entrar na discussão não resolve, pelo contrário. Inspire-se no Chico Buarque, que já na primeira vez que se deparou com uma caixa de comentários, embora espantado, entendeu tudo: “você não vai ficar com raiva de quem tem raiva”. E deixou pra lá. :)

Assista, abaixo, o vídeo em que ele faz essa declaração. Ele foi publicado no site do Chico Buarque, mais precisamente na página de vídeos. De acordo com a 17ª pergunta das dúvidas frequentes, o conteúdo aberto do site pode ser compartilhado através dos códigos embed quando estes estiverem disponíveis.

Você já se deparou com muitos trolls e haters? Eles costumam aparecer com frequência no seu blog? Como você lidou com eles até então? A partir de agora vai seguir o exemplo do Chico Buarque? :D

 

PS: esse post contém um vídeo, caso receba o post via feed e não esteja conseguindo visualizar, por favor, acesse o post na web.

Por

Lis Comunello

Publicitária e Social Media. Curitibana perdida em Floripa, troco o dia pela noite, sou chocólatra e louca por gatos.

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